Maria-gorda,bredo,bênção-de-Deus, beldroegão e mais outros 60 nomes hehehehe (em construção)

Talinum paniculatum (conferir)

Nomes populares: Maria-gorda, Maria-Gomes, erva-gorda, beldroega-grande, beldroega-miúda, bredo, bredo-major-gomes, bunda-mole, carirú, carne-gorda, (falso)carurú, fura-tacho, inhá-gome, joão-gomes, joão-gordo, labrobró, labrobró-de-jardim, major-gomes, maria-bombi, maria-gombe, maria-gombi, maria-gomes, maria-gorda, maria-mole, mata-calos, ora-pro-nobis-miúdo, piolhinha, quebra-tigela, espinafre de Ceilao espinafre do Suriname, espinafre de Java, língua-de-vaca, manjogome, bênção-de-Deus, beldoegra francesa,  Talina de Panama...

Família: Portulacaceae
Espécies assemelhadas: Em nosso meio ocorre a espécie Talinum triangulare, bastante semelhante, mas facilmente diferenciável pelas flores maiores e de tom esmaecido.

Divisão: Magnoliophyta
         Classe: Magnoliopsida
             Ordem: Caryophyllales
                      Família: Portulacaceae
                                                              Espécie: Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn.


Espécie herbácea anual que se desenvolve em diversos locais, sombreados ou em pleno sol, com solos praticamente encharcados ou secos, muitas vezes considerada praga na agricultura, porém instala-se preferencialmente em solos com maior umidade e locais mais sombreados. A planta é utilizada na alimentação humana, alimentação de animais e na medicina popular. As flores são polinizadas por melitofilia, inclusive considera-se esta uma espécie de interesse apícola. Os frutos liberam as diminutas sementes na sua deiscência, as quais provavelmente são levadas pelo vento ou água da chuva.

Usos:

Alimentício: Pode ser consumida como hortaliça, na forma cozida, misturada a massas ou como salada. sui grande teor de proteína (28% em massa seca).

Medicinal: Na medicina popular é utilizada para tratar disenteria e inflamações, utilizada como emoliente, vulnerária, na forma de cataplasma é utilizada para amolecer calos, cicatrizar feridas, cortes e inflamações. A infusão da raiz é utilizada como diurético, para tratar urina com mau cheiro, a infusão da planta inteira é utilizada para tratar infecções intestinais, fadiga, cansaço físico e mental, além de debilidade orgânica. As sementes são emenagogos.

"Malefícios":

Espécie frequente em cultivos, como erva-daninha. Hoje vista com bons olhos é uma PANCS Plantas alimentísticas não convencionais. Certifique-se de ser esta mesma. Pode comer até cru.
Origem: Cosmopolita, não se tem certeza ainda sobre sua origem.
Características: É uma planta herbácea, de altura variável (10-50cm), com folhas carnosas sem pêlos, ainda que não tão suculentas quanto outras da família. As folhas têm forma oboval ou oval-lanceolada, suas flores costumam ser cor púpura clara, mas podem ainda ocorrer exemplares com flores rosa-claro ou até amareladas e surgem solitárias em uma inflorescência de talos avermelhados, de tamanho muito variável. Os frutinhos são cápsulas (septifragas) geralmente redondas, cuja cor varia do amarelo-vivo até o vermelho, escurecendo quando perto da maturação, quando tem pouco mais de 3mm de diâmetro. Daí saem sementinhas minúsculas, pretas, lisas e achatadas, com formato reniforme.
Cultivando em Florestas de Suculentas: Possivelmente você, leitor amante das suculentas, já tenha avistado esta plantinha e nem se dado conta de que ela é uma suculenta. A maria-gorda é da mesma família que as onze-horas, beldoegras e portulacárias, tendo assim um parentesco relativamente próximo com os cactos. Porém, as suas folhas (comestíveis) têm um formato mais “padrão“, se assemelhando ao de outras plantas e, em todo caso, são bem menos suculentas que as demais plantas do hobby. Apesar de ser uma planta bastante ornamental, a grandiosa maioria das referências a ela em português a citam como erva daninha. Nada de mais, afinal, é uma planta que se vira sozinha, sem depender da boa vontade dos seres humanos, ocorrendo então em pastagens, lavouras, pomares, barrancos, rochas, terrenos baldios, rachaduras de calçadas e em qualquer outro local onde consiga um pouquinho de terra. Em minha infância eu avistava exemplares com inflorescências enormes em um muro de pedras bem alto que guarnecia os fundos da agência dos correios.
Dentro de uma FDS, esta espécie pode sobreviver tanto nas áreas mais abertas quanto as mais sombreadas, apresentando-se sempre mais baixa e compacta (e atraente) para quanto mais sol receber. Apesar de ser uma planta que sobrevive bem em solos pobres, ela poderá ficar inerte em uma FDS com mais de uma década, cujo solo já está muito pobre e ácido (veja os nossos artigos sobre o comportamento do solo). Neste caso, ela erá dificuldades em emitir folhas novas, as quais serão sempre bem pequenas, e não vai mais florescer. Isto, contudo, tem o seu lado positivo: Ela vai te indicar quando já está na hora de replantar a FDS, ou de fazer uma adubação.
Sendo uma suculenta cujas folhas não têm tanto atrativo quanto às demais, o seu diferencial reside em duas características: Primeiro, esta é uma planta que realiza muitas interações ecológicas dentro da FDS. Suas flores são bastante atrativas a toda uma série de insetos, sendo normalmente polinizadas. É, por isso, uma boa opção para atrair estes animaizinhos para a FDS. Como é polinizada, produz sementes férteis e não é raro que consiga se reproduzir dentro da Floresta de Suculentas. Ela não é uma planta infestante, e não vai tomar conta de toda a FDS com suas ‘filhas’, até porque as sementes são bem pequenas e normalmente são levadas pelo vento paa fora deste ambiente, colonizando os arredores. Apesar de não ser comum, como ela se reproduz sexuadamente, pode dar origem a variantes no formato das folhas, cor das flores e etc. Por fim, como portulacácea que é, produz muita matéria orgânica de fácil decomposição e fácil de ser consumida, podendo suas folhas e flores, tanto vivas quanto caídas, servir de alimento para vários pequenos animais herbívoros e/ou detritívoros, como tatuzinhos, caracóis, ácaros de solo e outros. Alguns passarinhos podem ainda tentar comer os frutinhos.
O segundo diferencial são os seus frutos coloridos. É bastante interessante olhar para dentro da FDS e ver lá uma ‘árvore’ carregada de frutos, como se fosse uma fruteira da floresta. Ajuda bastante a dar a impressão de que se está olhando para uma floresta mesmo, além de ser bastante bonito.

Interações (pragas/doenças/outros): Esta é uma espécie que participa ativamente da comunidade biológica da FDS, atraindo vários animais. Suas flores são atrativas para abelhas (tanto as abelhas européias quanto minúsculas abelhas nativas), formigas de pequeno porte, mariposas, besouros pequenos, minúsculas vespas nativas e etc. As folhas vivas ainda na planta sofrer herbivoria ocasionalmente (não consegui identificar as espécies que a comem, mas desconfio de lesmas e/ou grilos). As folhas caídas, por serem bem mais moles e acessíveis que as demais, se decompõem bem mais rapidamente (não ficam secas e inertes no chão por meses, ao contrário da maioria das folhas de suculentas) e geralmente servem de alimento para vários animaizinhos detritívoros. As espécies que já vi em meio a suas folhas caídas (provavelmente delas se alimentando) foram: duas espécies de caracóis de jardim, duas espécies de tatuzinhos, ácaros de solo, baratinhas de horta (não são aquelas baratas nojentas que vemos por aí, mas sim uma espécie pequena e benéfica ao solo), uma espécie de piolho-de-cobra (o mesmo que embuá, gongolô, diplópodes), minhocas, mosquitinhos do esterco e outros insetos minúsculos que não pude identificar. Passarinhos como canários-da-terra e pardais podem comer os seus frutinhos, principalmente quando já estão secando, porém, isto é muito raro quando a planta não está crescendo no campo. A espécie pode ainda hospedar insetos sugadores, como pulgões e cochonilhas, e mesmo algumas ninfas de percevejo coloridas, especialmente quando está em flor. Conseqüentemente, ajuda vários predadores (sobretudo pequenas aranhas e joaninhas) a sobreviver dentro da FDS, caçando estes animais. Ela não serve, porém, de poleiro para moscas, moscões-abelha e outros insetos voadores em dias de vento forte ou tempestade, pois é uma planta flexível demais para lhes dar proteção nestas situações. Para isto os insetos procuram as outras plantas da FDS, com as quais Talinum patens pode conviver tanto na parte mais aberta quanto na mais sombreada, permitindo que espécies menores vivam debaixo de si, e ao mesmo tempo conseguindo competir bem por luz com as demais suculentas mais altas. Suas sementes podem germinar em qualquer parte da Floresta de Suculentas, mas a grande maioria é levada pelo vento para fora. Por fim, a espécie pode ser atacada pelo fungo Cercospora talini, o que é bastante raro, pois esta doença só foi registrada no Brasil em 2003, quanto a outras doenças, é bastante resistente, inclusive ao apodrecimento em locais úmidos.  Sofre, contudo, quando o solo da FDS está muito lixiviado, apresentando sintomas típicos de carência de nitrogênio (folhas novas pequenas, folhas velhas amarelam e caem, pouco crescimento).
Propagação: É obtida facilmente por sementes, e normalmente mudas expontâneas começam a surgir pelos arredores da FDS. Estaquias de galho também podem dar resultado.
Tolerância a umidade: Bastante boa, um pouco melhor do que as onze-horas, por vezes não sobrevivendo em locais constantemente úmidos. Na verdade, ela pode sofrer com uma seca muito prolongada antes das outras suculentas, pois é adaptada a locais mais umidos do que as demais.
Floração: Da primeira metade do verão até meados do outono, sendo que exemplares bem nutridos podem começar a emitir a inflorescência ainda na primavera. Os frutos se seguem às flores, havendo por bastante tempo flores e frutos no mesmo pendão. Depois sobram apenas frutos com diferentes cores (amarelo, rosado, vermelho, escuro e secos) até que todos tenham amadurecido e caído.

Essas informações estão no site abaixo....lá encontrei tudo sobre suculentas..... e muito mais....

http://www.florestadesuculentas.com.br/blog/2009/12/talinum-crassifolium/comment-page-1/#comment-1468

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